Teoria do Não Objeto - Ferreira Gullar
TEORIA DO NÃO OBJETO - FERREIRA GULLAR
- não objeto ≠ anti-objeto
- objeto especial, síntese de experiências sensoriais e mentais
- condição transcendente
- impressionistas: atelier -> ar livre (iluminação natural, reflexos, manchas de cor) = objetificação da impressão (menos fidelidade ao figurativo)
- essência
- objeto vai perdendo significação aos olhos -> com isso. quadro ganha importância como objeto
- cubismo: objeto arrancado da condição natural
- pintura desarticulada. procura de um nova estrutura, nova significação
- elementos dos quadros “abstratos” (há também signos, arabescos, papeis colados,números, letras, areia, estopa, preg) = duas forças contrárias (despoja a pintura das contaminações com o objeto ao signo, retornando o objeto para manter o espaço nascido de representação do objeto)
- Mondrian:
- tela onde o objeto vai ser representado -> tela que é o espaço onde o mundo se harmoniza/ a tela torna-se o novo objeto da pintura
- pintor: organizar a tela e dar-lhe uma transcendência que a subtrai à obscuridade do objeto material (afaste a tela da tela objeto) = luta contra o objeto novamente
- contradição espaço-objeto (linhas se opõem a um fundo)
- destruição das linhas:

- obra e objeto
- pintor tradicional: tela como mero suporte material que era esboçado a sugestão do espaço natural
- moldura: inserir esse espaço no mundo/ meio termo entre ficção e realidade
- moldura perde o sentido (mondrian e malevich): realizar a obra no espaço real sem ser um espaço metafórico protegido do mundo
- “a obra de arte e os objetos parecem confundir-se”
- ready-made (surrealistas): revelar o objeto deslocando-o de sua função original -> estabelecendo novas relações entre ele e os outros objetos
- transfiguração do objeto: funda - qualidades formais do objeto e + significação, relações de uso e hábitos cotidianos
- vanguarda russa
- evolução coerente do espaço representado para o espaço real
- formas representadas->formas criadas (contra-relevo de Tatlin)

- esculturanão figurativa (base=moldura)
- eliminar o peso (característica fundamental do objeto) = escultura sem apoio, que se mantivesse no espaço
- base e massa= o que tradicionalmente se chama de escultura
- (,lygia clark, pevsner, contra-relevo de Tatlin)



- pintura e esculturas atuais: se afastam cada vez mais de suas origens = tornam-se objetos especiais/ não-objetos
- problema da moldura e da base - vistos como um detalhe curioso e não como um problemática da obra de arte
- romper e eliminar da estética tradicional
- esforço do artista para se libertar do quadro convencional da cultura. obra livre de qualquer significação que não seja a de seu próprio aparecimento
- toda obra de arte tende a ser um não-objeto, que se aplica às obras que realizam fora dos limites convencionais da arte, necessidade de deslimite como intenção fundamental do seu aparecimento
- realizam fora de toda concepção artística e que reafirmam a arte como formulação primeira do mundo
- o que é não objeto
- objeto: coisa material ligada às designações e usos cotidianos
- se esgota na referência de uso e de sentido
- não-objeto: não se esgota nas referências de uso e de sentido porque não se insere na condição do útil e da designação verbal
- é transparente á percepção
- objeto: ser híbrido (nome+coisa), pode ser apreendido e assimilado pelo sujeito
- não objeto; íntegro, uno, a sua relação com o sujeito dispensa intermediário
- sua significação é imanente à sua própria forma
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