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Crítica dos Trípticos Luz, Sombra, Transparência e Reflexo
A composição feita por LORENA BERNUCCI FRIZZI apresenta um enquadramento de recorte de ângulos diferentes de um mesmo objeto. A fotografia da esquerda possui um jogo de contraste diagonalizado, em que a luz lateral é intensa e cria uma forte sensação de profundidade e de forma. As dobras propositais feitas no material criam linhas tortas que guiam o olhar para o centro da imagem. Já na foto do meio, o enquadramento é mais aproximado, mostrando um detalhe da obra. Ela é mais escura, com a luz concentrada no centro, destacando certa transparência do material. Assim como na primeira, o contraste é elevado, no entanto ela não apresenta uma continuidade visual direta com o restante da composição, tendo uma angulação de linha menor do que o das outras duas fotos, o que acaba destoando do conjunto. Por fim, a terceira foto apresenta duas diagonais, formando um "v" que leva o olhar á esfera do centro, o que comunica muito bem com a primeira obra dessa trípitiede. Além disso, a iluminação é mais difusa, revelando novos tons de cinza, tendo um contraste mais suave mas que ainda funciona bem.
A segunda trípitide combina as formas abstratas do material com o que parece ser fragmentos de vidro ou espelho, criando uma composição mais dinâmica e enigmática. A primeira forro possui um contraste entre as linhas do vidro com as formas orgânicas do objeto, evidenciando o caráter reflexivo do vidro. Além disso, vidro quebrado cria linhas diagonais que cortam o quadro, dando uma sensação de movimento e tensão. O equilíbrio é alcançado pela distribuição das formas brancas em diferentes partes da composição, apesar da assimetria do vidro. A segunda fotografia, apresenta um composição é mais fluida, porém organizada, em que as imagens brancas ocupam bem o espaço do espelho que é delimitado por um fundo preto contrastante, criando certo mistério em que fica difícil saber o tamanho real dos objetos utilizados. Já na última composição a transparência do vidro fica mais evidente, dividindo-a em três planos, o do fundo preto, o do papel brando e o do vidro transparente. As linhas presentes se concentram no centro, dando uma sensação de implosão ou explosão com certa profundidade, como se os cacos de vitro estivessem saindo diagonalmente do buraco preto presente na superfície de papel. De forma geral, as fotos se complementam na proposta, trazendo diferentes utilizações do vidro, que por sua vez age sobre o papel e o fundo escuro.
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